STARTUPS – Ideias que valem ouro

Empreendedores apostam no modelo das startups para ganhar espaço no mercado

Baixo custo de manutenção, modelo de negócio escalável e replicável e, principalmente, grande potencial para crescer rápido e com lucros cada vez maiores. Essas são algumas das características que explicam o que é uma startup, uma estratégia empresarial que tem atraído cada vez mais a atenção de empreendedores e investidores.

O termo startup se popularizou nos Estados Unidos nos anos 90, quando houve a primeira grande “bolha da internet”. Naquele momento, muitos empreendedores com ideias inovadoras e promissoras, principalmente associadas à tecnologia, encontraram financiamento para os seus projetos, que se mostraram extremamente lucrativos e sustentáveis.

Grande parte da explosão de startups aconteceu no Vale do Silício (Silicon Valley), uma região da Califórnia de onde surgiram empresas como Google, Apple, Facebook, Yahoo! e Microsoft. Sucessos que têm feito muita gente quebrar a cabeça atrás de uma ideia que possa repetir essa fórmula.

Made in Brasil

As primeiras empresas a seguir esse modelo no Brasil surgiram no começo do século. Mas foi só a partir de 2010 que o segmento apresentou um crescimento vertiginoso, de acordo com dados da Associação Brasileira de Startups – ABStartups.

A estimativa da entidade é que existam hoje aproximadamente 4.190 pequenas empresas de empreendedorismo digital e inovação atuando no país. A maior parte está nas mãos de jovens entre 20 e 23 anos (55% do total), com formação em áreas como: tecnologia, marketing ou administração.

Investimento

Nesse cenário, as startups do setor de serviços são as que mais atraem aporte financeiro dos investidores, principalmente dos segmentos de educação, tecnologia e saúde, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa).

O estudo, chamado “Lado A e Lado B – Startups”, divulgado no inicio do ano, mostra que 97% dos investidores buscam startups do setor de serviços para formar sua carteira de investimentos. Em seguida, os setores mais procurados são comércio (50%), indústria (47%) e agronegócio (23%). Em relação aos segmentos, os preferidos estão educação (alvo de 30% dos investidores), tecnologia (30%), saúde (27%), transporte/mobilidade urbana (20%) e serviços financeiros (17%).

“O investidor quer ver engajamento e proatividade para ter confiança na startup. O empreendedor dessa área deve ser um ‘caçador de respostas’, alguém proativo, que está sempre atrás de soluções”, afirma Renato Fonseca, gerente de Acesso à Informação e Tecnologia do Sebrae-SP.


Escrito por
Wilson Silvaston, jornalista – Qualicom