O que as pessoas querem ouvir

Anteriormente falamos sobre a comunicação horizontal, sendo ela a chave para acessarmos os nossos colaboradores de uma maneira mais empática e humana, gerando assim um maior engajamento.

Mas, o que exatamente as pessoas querem ouvir?

Como já escrevi por aqui, de acordo com uma pesquisa da Edelman Trust Barometer, é possível verificar que uma informação vinda de um companheiro de serviço tem um maior valor e peso como informação do que a derivada de outro canal ou meio de informação formal.

A verdade é que gostamos de ouvir “gente como a gente”! Além de maior confiança no conteúdo, isso gera maior aproximação com os temas e, muitas vezes, simplifica a linguagem e gera, assim, maior entendimento.

Entretanto, desde 2018, a mesma pesquisa (que acontece anualmente) vem demonstrando um aumento no poder e na credibilidade de outros meios, valorizando os especialistas nos assuntos (técnicos e acadêmicos) e demonstrando tanto a ágil transformação que a comunicação vem sofrendo quanto a necessidade dos feedbacks instantâneos a fim de aprimorar comunicação.

Com essa perspectiva, a medição do compartilhamento por meio do cruzamento de dados internos dos canais (quantitativos) com uma pesquisa (qualitativa), gerará uma maior compreensão de como o ambiente interno está interagindo com as mensagens e, principalmente, como o próprio público interno está “suprindo” algumas lacunas dos canais internos, que não chegam até os profissionais que se encontram fora do escritório, por exemplo.

Assim, o pensamento estratégico, alinhado a uma ampla base de dados através de KPIs e pesquisas de campo, se torna o principal diferencial entre uma comunicação efetiva ou não.

De acordo com o relatório de influência da comunicação interna no desempenho financeiro, realizado pela Towers Watson, “as empresas que possuem uma comunicação altamente eficaz tiveram 47% a mais de retorno total para os acionistas nos últimos 5 anos do que as que se comunicam com menos eficácia”.

Com isso, reforço a pergunta: você sabe o que o seu colaborador quer ouvir? Como você recebe o feedback deles e o que faz com isso?

Escrito por
Felipe Sant’Anna, Analista de Comunicação