Menos loucura, mais comunicação. Encontrando o ponto de equilíbrio.

Você conhece aquele ditado “De médico e louco, todo mundo tem um pouco”? Então, peço aos médicos licença para adaptá-lo da seguinte forma: “De comunicador e louco, todo mundo tem um pouco”.

Brincadeiras à parte, esse ponto de vista nunca foi tão verdadeiro e atual. Principalmente considerando que hoje recebemos um volume descomunal de informações em tempo real e também estamos em constante interação com milhares de interlocutores (muitas vezes, ao mesmo tempo), sejam eles experts ou pitaqueiros de plantão nas mais distintas temáticas.

É isso! Vivemos um big bang da comunicação. Haja live! E o desafio é: como atuar em meio a esse cenário tão complexo e, ao mesmo tempo, tão motivador? Some-se a tudo isso a pandemia da COVID-19, que nos impôs o isolamento social e acelerou ainda mais um processo que já vinha em plena expansão: a transformação digital.

A verdade é que, em meio ao aparente caos, a comunicação corporativa ganha ainda mais importância, pois ajuda a ajustar o foco e também mantém as pessoas coesas, engajadas e produtivas. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre o comunicador e o louco, de forma que o resultado seja uma comunicação sensível, empática e relevante, que encontre eco nos interlocutores exauridos de tanta informação e em meio a esse momento tão singular.

Todos os dias somos desafiados a revisitar nossas práticas e conceitos, de forma a encontrar maneiras cada vez mais amigáveis, simples, leves e – por que não? – bem-humoradas de trazer à luz as informações que desejamos comunicar, bem como formas de promover diálogo e colaboração entre as pessoas.

Resumindo: o segredo do sucesso é ter comunicação próxima, genuína e menos impessoal possível (ainda que usando dos recursos tecnológicos). Só assim conseguiremos promover o sentimento de proximidade, autoconfiança e esperança de melhores dias.

Escrito por
Alessandra Marucci, Analista de Comunicação