Inteligência por trás dos dados

No âmbito organizacional, além das barreiras gerais ou comuns no processo de comunicação encontramos outras específicas, aplicadas mais à comunicação interna.

Os dados que conseguimos obter através de KPIs e pesquisas são fundamentais para mapearmos tais barreiras e criarmos planos de ações específicos para cada situação e necessidade.

Mas, muito mais que se ter uma informação, é necessário saber o que fazer com cada dado coletado. A simples interpretação de um resultado numérico, por exemplo, pode identificar vários problemas não fundamentais, muitas vezes até concorrentes entre si. Por isso, é fundamental o cruzamento de informações e a utilização de uma inteligência para decodificá-las.

No ambiente externo, os profissionais de mídia e de ciência de dados já são um dos mais procurados. Mas, para o ambiente interno, ainda temos muitas barreiras. Investir nesse tipo de profissional, assim como no suporte à implementação de KPIs e pesquisas, ainda é visto como um investimento opcional dentro das organizações.

Ambos os investimentos são fundamentais, uma vez que, mesmo com dados sendo coletados de forma sistêmica, a ciência de dados exige muito mais que a habilidade matemática. Também é necessário alguém que tenha empatia para analisar esses dados dentro de um contexto específico e que se modifica dentro de cada individualidade organizacional.

Mais que um centro de coleta de informações, temos que ver a inteligência profissional que se deve ser atribuir ao processo. Uma quantidade massiva de dados não gera contexto suficiente para uma compreensão total da situação. Para isso, é necessário contar com uma pessoa para fazer a curadoria das informações, destacando as mais úteis e estabelecendo um contexto e um significado a elas.

Esse profissional deve ter não somente uma habilidade matemática e sistemática, mas também a habilidade e sensibilidade de fazer as perguntas certas e definir os problemas corretos.

Você tem os dados corretos? Sabe o que fazer com eles? Quais as perguntas que precisam ser respondidas dentro da sua organização?

Escrito por
Felipe Sant’Anna, Analista de Comunicação