Engajamento, Orkut, Facebook e festa da piscina

Vamos conversar um pouco sobre engajamento, a mina de ouro tão procurada pelas empresas hoje em dia, seja para o público interno ou externo. Em ambos os casos, sair na frente em questões de inovação e tecnologia pode ser um grande diferencial de engajamento. Mas existe um algo a mais escondido debaixo das camadas e camadas de conexões e tecnologias.

Quem é das antigas deve se lembrar de quando as pessoas abandonaram o fenômeno Orkut para criar uma conta no Facebook. Na época, as pessoas não migraram para o Facebook procurando facilidades operacionais. Lembro-me de que no começo havia muita resistência para a mudança, pois eram duas plataformas bem diferentes. Mas com o tempo, os amigos começaram a migração. Então, fazer o que? Acompanhar o fluxo, seguir as pessoas. No começo, muitos se enrolaram nas mecânicas e funcionalidades do Facebook, pois eram novidades. Com o passar do tempo e depois de horas semanais de treinamento, tudo se tornou fácil e intuitivo.

Tudo isso nos mostra que, mesmo com todas as inovações, facilidades (ou não), com todo layout atrativo, bem lá no fundo, nós seres humanos buscamos humanidade. Para o bem, ou para o mal, buscamos o que é humano. O fator humano é fundamental para as marcas que pretendem engajar pessoas. É preciso, em primeiro lugar, entender de pessoas. Ouvir as pessoas é fundamental para descobrir quais são seus desejos e criar ações que gerem satisfação.

Manter um ambiente saudável, escolher bem os líderes de suas equipes, valorizar o lado humano de cada um são ações fundamentais para que todos queiram estar juntos, que desejem compartilhar momentos de sua vida com a sua marca. O escritor Ernest Hemingway certa vez escreveu em um dos seus geniais diálogos que “saber quem está ao seu lado na trincheira é mais importante do que a própria guerra”. E normalmente, mesmo sem perceber, é isso que nos preocupa nas batalhas diárias de nossas vidas: quem está ao nosso lado quando temos que matar um leão por dia, ou simplesmente sair para almoçar.

Na vida pessoal, no entretenimento, no mercado ou nas empresas, as coisas também funcionam assim. Não é à toa que as palavras “seguir”, “curtir”, “amei”, “compartilhar”, são a alma das redes sociais. São ações essencialmente humanas.

Nunca se esqueça, mesmo com tantas transformações tecnológicas, de que ainda somos humanos e buscamos humanidade. Estar atento a isso é atrair cada vez mais pessoas para o seu lado. Então, se você planeja engajar clientes, colaboradores ou simplesmente fazer uma festa bem-sucedida na piscina, preocupe-se sempre em saber quem será o primeiro a entrar na água.


Escrito por
Luiz Henrique, redator – Qualicom