A importância da abordagem segmentada

Comunicamos todo o tempo – em casa, no trabalho, na lanchonete, até nos sonhos.

Comunicamos das mais diversas formas – com os lábios, com os olhos, com as mãos, parados ou em movimento, escrevendo, gritando ou sussurrando.

Sim. Comunicar é preciso. E inevitável.

Mas de nada adianta comunicar se não for para dialogar, para interagir com o outro.

E é por isso que em toda comunicação devemos nos preocupar com o público que queremos e precisamos atingir. Se assim não for, a comunicação terá sido vaga e não produzirá nenhum efeito.

Cada mensagem, um propósito

Antes de começarmos a falar sobre linguagem, público-alvo e suas segmentações, é importante que você perceba que cada mensagem busca produzir um efeito. Senão, por que enviá-la?

E quando iniciamos um processo de comunicação, esse propósito precisa estar muito claro. Colocar no papel ajuda. Não fique divagando. Escreva o que você quer comunicar.

Uma boa estratégia é se perguntar “O que eu quero comunicar? ” e resumir a resposta, se possível, em uma ou duas linhas. Esse será o seu objetivo principal. Depois, é só ir dissecando esse objetivo em outros mais específicos.

E atenção: ainda que você tenha uma equipe interna de comunicação ou contrate uma agência, essa responsabilidade é sua. Só você sabe o que quer e precisa comunicar.

Cada cabeça, uma sentença

Em termos de comunicação corporativa ou empresarial, funciona mais ou menos assim também. Só que raramente pensamos em indivíduos – embora isso aconteça às vezes -, mas em públicos-alvo e, se for o caso, em segmentos de público.

O que esse ditado nos traz de lição é a certeza é que, seja individual ou coletivamente, as pessoas são diferentes umas das outras. E precisam de tratamento diferente. E demandam formas diferentes de linguagem e formato, ainda que a mensagem seja a mesma.

Papel na mão de novo. Escreva para quem você precisa enviar a mensagem e, se for o caso, segmente esse público. As possibilidades são infinitas. Pode ser por faixa etária (crianças, adolescentes, terceira idade), por atribuições internas (gerentes, vendedores, operadores), por profissão (engenheiros, advogados, administradores). Enfim…. Vai depender da mensagem a ser enviada.

Cada grupo, um jeito de comunicar

O mais importante é identificar como esse grupo de pessoas “diferentes, mas com características comuns” gostaria de ser contatado.

Escreva de novo. Que linguagem deve ser usada não somente para atrair o interlocutor, mas principalmente para mantê-lo interessado até que todo o conteúdo seja transmitido?

Isso não quer dizer que temos que usar sempre palavras rebuscadíssimas com empresários ou termos técnicos com engenheiros ou ainda gírias com adolescentes.

Mas vale a pena sim apostar (sem exageros e sempre respeitando as normas de cada idioma) algumas locuções e interjeições que evoquem no destinatário a sensação de familiaridade e proximidade. Essa estratégia conquista qualquer segmento de público e estreita até os relacionamentos mais frágeis.

E se o público recepciona e entende a mensagem, então a comunicação foi assertiva.

Escrito por
Ritta Correa, jornalista – Qualicom.